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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

E agora?

De Acordo do o site Wikipédia o medo é:
"... medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade."


Sim , o ano começou, estamos em 2012, mas como será esse novo ano?
Bem, não sei, o medo do desconhecido toma conta de mim, um misto de tristeza e dor me envolve.
O sorriso que brota dos meus lábios durante alguns minutos do dia escondem a tristeza que tenho trazido dentro de mim. Confesso que não sei lidar com isso, é ruim demais não saber como serão as coisas na vida.
Muita coisa não tem sido como eu gostaria, a saudade invade meu coração de forma estúpida e grosseira, traz o vazio a minha mente.
Tenho vontade de me esconder em algum lugar e esperar que a dor se vá, mas não sei se estou preparado pra não sentir dor, por a dor me faz exercer o que sinto.
Só sei que sinto medo e não  sei como reagir a essa nova fase, não tenho muitas forças, não tenho quase nada, apenas lembranças que me fazem querer voltar no tempo, quando eu tinha você comigo.
E meu 2012 começa assim: aprendendo a viver com o desconhecido e com muito medo dele.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cada um sabe a alegria e tristeza....

Eu estava ali fora, pensando na vida como sempre, e me meio a mente uma conversa que tive antes do almoço. Uma pessoa iniciava a conversa destacando os defeitos de outra, normal né? Aparentemente sim, mas eu em minha ignorância comecei a pensar sobre tal ato, sobre o que ele pode expressar, e o que isso pode me ajudar em minha caminhada de me tornar uma pessoa melhor.

Não é novidade que sempre queremos estar bem com todos e todas, mas isso é impossível, há momentos que deixamos a desejar em nossas relações, não de forma proposital, mas de forma inconsciente. Cada pessoa reage de uma forma aos acontecimentos da vida. Uns se tornam melhores, outros piores.

Há reações que demonstram a fraqueza interna, como por exemplo começar um assunto zombando de características físicas que não nos agrada. Confesso que já fiz isso, e muitas vezes, e hoje percebo a hipocrisia que manifestei ao meu redor. Mas não preciso ir muito longe, quem nunca fez isso deveria receber um prêmio. Eu já perdi o meu...

Há uma linha muito tênue entre entender as atitudes e julgá-las, quando nos dispomos a entender utilizamos nossas experiências de vida, que sempre são variantes de pessoa a pessoa. E quando tentamos julgá-las é bem pior o resultado, nos colocamos como sabedores de tudo, um tudo que é um nada.

Tenho me policiado pra não julgar, mas sim tentar entender o impossível. Mesmo que muitas vezes eu tente não entender o óbvio como forma de sofrer menos.  

Não há quem possa julgar a vida do outro, como diz a música: "cada um sabe a alegria e a dor que trás no coração", não estamos na pele de mais ninguém a não ser a nossa.

Hoje eu olhei sob um novo angulo minha forma de enfrentar a vida, enfrentar é a palavra, pois nada é fácil, nunca as coisas serão como sonhamos e ter noção disso faz a diferença. Mas não é porque sabemos que nada é fácil que devemos nos acomodar.

Podemos decidir como queremos viver, se nos auto afirmando em razão dos outros, ou nos firmando diante do que sabemos sobre quem está em nossa pele, ou seja, eu  mesmo!

domingo, 6 de novembro de 2011

E o brinquedo velho?

Estava em uma conversa com um amigo sobre coisas que me haviam deixado triste, e ele me disse pra lembrar de uma coisa nossos pais nos ensinam quando crianças, mas com o passar do tempo esquecemos ou aplicamos de forma incorreta a lição.

Quando temos um brinquedo velho, ou que utilizamos pouco minha mãe me incentivava a dar pra outra criança. Eu nem sabia quem seria a criança, mas ela me convencia a fazer a doação sempre falando que o brinquedo serviria mais para outra criança, pois eu tinha outros mais legais e novos.

Com isso eu faço um paralelo com o ser humano adulto: O homem tem grande dificuldade em doar seu brinquedo que não serve mais, sempre estamos apegados as coisas que estão ao nosso redor, sentimentos, bens materiais, pessoas, sempre olhamos pra algo que estamos perdendo ou já perdemos e queremos tomá-lo do destino.

Até coisas que não perdemos sofremos com medo de perder, não que isso seja de todo mau, demonstra valoração que inserimos nessas relações ou objetos.O sentido a vida está na percepção das coisas que fazem parte de nossas vidas, é o cálice que transborda ao longo do dia.

A figura do cálice que transborda do Salmo 23 representa a alegria abundante em nossas vidas, no cálice ela não cabe e chega a transbordar.

Mas eu tenho me esquecido do meu cálice e tenho me lembrado apenas nos brinquedos velhos que me foram tirados no passado. Mas hoje eu desfruto de uma nova visão sobre isso, pois de nada adianta pensar no passado que nos causa sofrimento, o mais importante hoje é cuidar do cálice, pois o quero transbordando de alegria e paz.

Essa foto é de um brinquedo meu, ganhei quando tinha aproximadamente 2 anos de idade, então ele já tem 26 anos, é o único brinquedo que eu guardei, quem me deu foi minha avó materna, e ele me ajuda a lembra das coisas boas que vivi em minha infância, e isso me leva a pensa que sempre devemos tirar uma lição de tudo, ou seja, eu poderia me lembra de minha avó q morreu tem uns 15 anos, mas escolho me lembra do dia em que ela me meu esse urso, e de como eu brincava com ele...

domingo, 2 de outubro de 2011

Gracias!

Obrigado por me fazer mais forte, por não me deixar mais acreditar tanto nas pessoas.
Obrigado por me ajudar a ser mais frio e esperar sempre menos, mesmo isso não ocorrendo sempre.
Obrigado por que hoje eu não sofro como antes, não me abalo da mesma forma.
Obrigado pois devido a sua ajuda eu não sou mais o mesmo.
Graça ao seu empenho uma parte boa de mim se foi....

Agradeço a quem me fez melhor também, a quem me ouve e me ouviu, a quem tem me ajudado, me suportado, sei que sou muito complicado, chato...dentre outras coisas....

Tenho saudades da minha parte boa e sinto falta do que fui, e às vezes não gosto do que sou.
Mas sou o resultado de tudo que passei, então eu chamo o resultado de amadurecimento, o nome não importa, o que importa é que hoje eu venho te agradecer
por me ajudar a ser o que sou, e se você não gosta....deveria ter pensando antes de ter me ajudado a me tornar o que sou.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Racionalização dos sentimentos

Quem nunca fez planos a longo prazo? quem nunca se encheu de sonhos em meio a uma nova fase da vida?

Esperamos que tudo aconteça de acordo com nosso mundo imaginário que trazemos junto ao peito.

Pensamos tanto, sonhamos tanto, esperamos tanto de nós mesmo e das pessoas que quando nos deparamos com o percurso que idealizamos sentimos medo.

O medo é uma forma de dizermos pra nós que devemos ir devagar, é uma resposta as nossas limitações.

Chega uma hora que devemos racionalizar o que sentimos, é uma forma de diminuir a frustração.

E assim começa mais uma semana.......



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vaidade, tempo e sabedoria.






Estava refletindo sobre a vaidade, vaidade no sentido do orgulho ferido, maltratado, amargurado.

Somos seres altamente vaidosos, quando nossa vaidade se sente ameaçada ela se defende da forma que uma mãe defende um filho.

Chega uma hora que a vaidade vai embora, ou que ela diminui pra dar espaço ao nascimento da sabedoria, a real sabedoria não anda junto com a vaidade, se estiver junta uma delas será falsa.

Um dia surgiu o tempo.....que conhecia bem demais a vaidade e a sabedoria....e ele decidiu que sua função era separá-las.....como forma de preservação da espécie humana.

Dessa forma concluo que a vaidade não é eterna....já a sabedoria e o tempo são....invista no que é eterno.

domingo, 28 de agosto de 2011

Retrovisor



Tem dias que acordo pensando nas coisas que vivi, mas que estão mais presentes do que imagino. Me pego olhando pelo meu retrovisor as coisas que aconteceram nesses meses.

Hoje me recordava do tempo em que não frequentei a igreja, de um tempo que sentia saudades de coisas simples como de ouvir a voz de algumas pessoas.

Tento ajustar o retrovisor com minhas mãos doloridas por carregar o peso de algumas escolhas erradas, ajeito o espelho e vejo lacunas em fotos que não tenho, que não foram tiradas

Confesso que olhar no retrovisor não me faz bem, mas é necessário, negar o passado não o faz deixar de existir.

A função do retrovisor é nos ajudar a seguir em frente, olhamos pra ele pra ter segurança no caminho que seguimos. Nem sempre o que vemos nos agrada, muitas vezes nos envergonhamos, ficamos tristes, mas é o preço de escolhas ruins.

Um dia eu vou olhar no retrovisor e vou me orgulhar das coisas que vejo, e elas me farão bem, por enquanto ainda não consigo tirar os olhos do retrovisor, mas mesmo assim sigo em frente dirigindo pra um novo tempo.